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Salmorejo – típica receita espanhola

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Este prato espanhol da região de Andaluzia no sul da Espanha é maravilhoso para o calor, super nutritivo e fácil de fazer. Lá eles costumam tomar em copos, não como sopa mesmo porque é frio. Muita gente se pergunta… sopa fria, arghhhh… mas é uma DELÍCIA !!  Dá para fazer grande quantidade e deixar na geladeira.

De tão fácil, não vou colocar o passo a passo, vou dar a receita diretamente.

Ingredientes:

1Kg de tomate bem maduro, bem vermelho

meio dente de alho grande

duas fatias bem grossas de pão italiano amanhecido (é bom que seja o italiano, não o francês) – só o miolo

1 xícara de azeite extra virgem

1 colher de chá de vinagre

sal a gosto

Modo de fazer:

Tirar a casca e a semente do tomate.

DICA: para tirar a casca do tomate faça uma cruz com a faca embaixo dele, coloque na água fervente por 2 minutos e logo depois em uma tigela com água com gelo. Isso fará que a casca saia com facilidade.

Coloque o tomate picado, o azeite, o alho, o miolo de pão embebido em um pouco de água para que amoleça, o vinagre e bata no liquidificador. Tem que ficar com a consistência de um creme, veja o sal e tempere caso esteja faltando.

Coloque na geladeira por no mínimo 2 horas para que fique bem fresco. Caso não tenha tempo, outra DICA: bata com gelo no liquidificador… umas poucas pedras.

Para servir:

Ovos cozidos e Jamón ou Presunto Parma.

depois que estiver frio, corte o ovo cozido e o Jamón ou Presunto Parma em pedaços pequenos e coloque em cima do Salmorejo.

Um fio de azeite… e LISTO !!! A DISFRUTAR !!!

Salmorejo

Você conhece esse grande amigo… o AZEITE?

Azeitonas

Passei a conhecer e apreciar azeite quando fui morar na Espanha, aqui no Brasil era um produto bem caro e ainda é, mas existem opções mais acessíveis que há 6 anos. A tão conhecida dieta mediterrânea, responsável pela longevidade dos povos da região, atualmente é moda e até aqui no Brasil muitas pessoas estão consumindo mais legumes, peixes, grãos temperados com azeite. Posso dizer pela minha experiência lá que além de gostosa é realmente muito saudável e leve.

Você sabia que 90% da produção mundial do azeite está concentrada no Mediterrâneo, em países como Espanha , Itália e Grécia…  você deve estar se perguntando mas e o azeite português que conhecemos muito aqui? Ele também está na lista mas não como o principal produtor (dados de 2004).

A HISTÓRIA

Ninguém sabe ao certo onde apareceram as oliveiras mas o cultivo das mesmas foram encontradas 6.000 A.C no litoral leste do Mediterrâneo. No Império Romano, as oliveiras, as vinhas e o trigo faziam parte das bases econômicas da Roma Antiga. Depois da queda do Império Romano o uso do azeite ficou restrito as comunidades religiosas, foi no século XVI as oliveiras foram incorporadas firmemente às paisagens da Toscana (Itália), Catalunha (Espanha), as azeitonas foram o principal e primeiro produto exportado pela Europa para o Novo Mundo.

Com o avanço da tecnologia na colheita, o processo de produção e extração vem se desenvolvendo e ampliando mercados.

Mas chega de história e vamos ao que interessa que são os diferentes tipos de azeite, sua acidez, seus benefícios para a saúde mas antes uma foto minha em Colliure (França) bem perto da Catalunha (Espanha), em uma oliveira.

Oliveira

TIPOS DE AZEITE 

Há quatro categorias de azeite: Virgem, Refinado, Azeite (mistura dos dois anteriores), de Sansa.

Começando pelo Azeite Virgem: é o azeite que não é alterado pelos processos mecânicos ou físicos, segundo a União Européia existem 3 tipos de azeite virgem segundo sua acidez, são eles: Extra Virgem (acidez entre 0,8% e 2%), Virgem (acidez entre 2% e 3,3%) e Lampante (acidez acima de 3,3%), esse ultimo como o próprio nome diz, não é para consumo mas para acender lamparinas.

O Azeite Refinado, ele não é refinado no sentido da palavra mas sim limpo quimicamente para eliminar a acidez excessiva e sua acidez não passa de 0.3%.

Azeite, pura e simplesmente, é uma mistura das duas categorias anteriores( exceto o lampante) e não tem mais que 1% de acidez.

O de Sansa é o pior deles pois é extraído das sobras.

DICAS PARA COMPRAR, ARMAZENAR E COZINHAR

  • O azeite também oxida e por isso é importante que as garrafas que o condicionam sejam de vidro escuro ou terracota para proteger da luz.
  • Não transfira nunca o azeite para outro recipiente, a entrada de ar pode prejudicar a qualidade do mesmo.
  • Guarde longe do calor e após aberto consuma em um mês no máximo.
  • Importante também não consumir azeite com mais de um ano de fabricação, não é a data de vencimento mas a de fabricação que é importante.
  • Compre sempre azeite extra virgem e não se engane achando que se estiver escrito “prensado a frio” é um diferencial, todos os extra virgem tem que ser.
  • Verifique se ele foi produzido e engarrafado na mesma propriedade – normalmente esses azeites são de melhor qualidade.
  • Verifique a acidez do azeite: 0,8% é apenas extra virgem, 0,5% é o melhor, 0,3% é bom, 0,2% é muito bom. Aqui no Brasil é comum acharmos os 0,5%. Se você comprar um de acidez 1% vai sentir o amargor dele, não é bom para saladas.

 

SUA SAÚDE

O Azeite leva em sua constituição 98% de gordura mas são gorduras consideradas “saudáveis” pois são mono e poli insaturadas , também possui vitaminas antioxidantes como A e E, além da K e D.

Ajuda na absorção de cálcio e protege contra perda de memória, declínio cognitivo, demência e mal de Alzheimer.

Alerta: Esses benefícios só poderão ser encontrados no azeite extra virgem e que não esteja aquecido pois o calor intenso destrói muitos fenóis e outros componentes do azeite.

Sugestão : para refogar, fritar use os óleos vegetais como canola ou girassol por exemplo. Utilize o azeite para temperar saladas, fazer molhos ou depois de frito para dar sabor ao prato.

No próximo post uma receita simples para apreciar um bom azeite e típica do mediterrâneo… PAN CON TOMATE (PÃO COM TOMATE) – apesar que hoje em dia no Brasil o tomate não é um dos ingredientes mais baratos, né?!!

Espero que tenham gostado… Boa semana a todos !

PS: Todas as informações foram tiradas do livro: Azeite por Charles Quest-Ritson da Editora Zahar.